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Brasil

MEC abre quatro cursos gratuitos de 40 horas — e um deles trata do que quase ninguém planeja: o depois

Foto: Bertelli Fotografia — imagem ilustrativa, não retrata o evento noticiado O Ministério da Educação anunciou em 13 de agosto de 2026 quatro cursos gratuitos de formação continuada do Programa Escola que Protege, de 40 horas cada, autoinstrucionais, ofertados até dezembro de 2026 no Avamec. São eles: “Estratégias Pedagógicas para Prevenção das Violências na Escola”, […]

13 AGO 2026
MEC abre quatro cursos gratuitos de 40 horas — e um deles trata do que quase ninguém planeja: o depois

Foto: Bertelli Fotografia — imagem ilustrativa, não retrata o evento noticiado

O Ministério da Educação anunciou em 13 de agosto de 2026 quatro cursos gratuitos de formação continuada do Programa Escola que Protege, de 40 horas cada, autoinstrucionais, ofertados até dezembro de 2026 no Avamec. São eles: “Estratégias Pedagógicas para Prevenção das Violências na Escola”, “Estratégias de Resposta e Reconstrução da Escola Pós-Violência”, “O SGDCA e as Estratégias para Prevenção das Violências nas Escolas” e “O SGDCA e as Estratégias de Resposta e Reconstrução em Situações de Violência Extrema e Crises nas Escolas”. Os dois primeiros foram desenvolvidos com a Universidade Federal de Sergipe e os dois últimos com a Universidade Federal Rural de Pernambuco. O público declarado são gestores, professores e profissionais do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente. O material tem videoaulas e recursos de acessibilidade, e se soma ao Protocolo de Enfrentamento do Bullying e ao Boletim Técnico de Dados sobre Violências nas Escolas.

Metade da oferta trata de “resposta e reconstrução pós-violência”, e isso merece atenção. Redes costumam ter alguma coisa de prevenção — palestra, campanha, cartaz — e quase nada sobre o dia seguinte: como recebe de volta a turma, o que se diz às famílias, quem cuida de quem cuidou, quando se retoma a rotina e quando não se retoma. É a fase em que o dano se consolida ou se contém, e é a que ninguém escreve antes. Ancorar dois dos quatro cursos no SGDCA também diz algo: a escola é parte da rede de proteção, não uma ilha que aciona a rede quando o problema estoura.

Vale transformar a oferta em meta de rede, não em iniciativa de quem se interessou. Pactue com a secretaria a matrícula de pelo menos um gestor e um docente por unidade nos quatro cursos, com prazo dentro de 2026, e use as 40 horas para compor a formação continuada obrigatória e a progressão funcional — é o que reduz evasão de cursista. Exija um produto concreto ao final: o fluxograma local de notificação, com nomes e telefones do Conselho Tutelar, do CREAS e da UBS de referência, afixado na sala dos professores. E registre em ata quem concluiu: em caso de omissão futura, formação documentada é prova de diligência do gestor.

Toda escola planeja o que fazer se acontecer. Quase nenhuma planeja o que fazer na segunda-feira seguinte.

Fontes

  • Undime — “MEC disponibilizará novos cursos do Programa Escola que Protege” — 13/08/2026 — https://undime.org.br/noticia/mec-disponibilizara-novos-cursos-do-programa-escola-que-protege/
  • Conecta Professores — “MEC anuncia novos cursos gratuitos para professores sobre prevenção da violência nas escolas” — 13/08/2026 — https://conectaprofessores.com/2026/08/13/mec-anuncia-novos-cursos-gratuitos-para-professores-sobre-prevencao-da-violencia-nas-escolas/